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#4 Entrevista: Sandro Dias

Fala rapaziada beleza? Como foi o final de semana? Fechando o ciclo de entrevistas, vamos conhecer o pentacampeão mundial pela World Cup Skateboarding (2003, 2004, 2005, 2006 e 2007), Sandro Dias, o nosso Mineirinho.

Sandro é tricampeão europeu e ganhou medalha de ouro dos X Games de Los Angeles (2006). Além de ser conhecido como “Rei do 540”, ele também se notabilizou por ser o primeiro skatista da história a acertar a manobra 900º em uma volta de competição.

Como foi o início da sua carreira?

No natal, pedi um skate para o meu pai e depois de um tempo, participei do meu primeiro campeonato na categoria iniciante. A experiência adquirida em mais alguns campeonatos e a evolução técnica me deu condições de conquistar o primeiro título cedo. Em 1988, aos 13, fui campeão brasileiro de street iniciante.

Quais as dificuldades enfrentadas por um Brasileiro skatista no país e

fora? Por quê?

No Brasil, preconceito com certeza. As pessoas tachavam skatista como marginal e drogado. Tínhamos também dificuldade de encontrar material de boa qualidade e pista pra gente treinar. A gente dividia a calçada com os pedestres, era a única forma de praticarmos o skate.

O que você achou da idéia de fazer um documentário sobre skate que tem

como cenário o Brasil?

Achei demais, ainda mais vindo de gente que realmente conhece o skate, como o Daniel Baccaro (diretor do filme). Porque ele viveu essa época com a gente. Mesmo depois que ele parou de andar de skate ele continuou a manter contato com a galera do esporte. Quando ele contou sobre a idéia de fazer o filme eu aceitei na hora, eu sabia que ele era uma pessoa que conhecia a história, que não falaria bobeira, que não ia inventar nada, realmente ia passar o que tínhamos para falar e para mostrar.

Hoje você é ídolo do segundo esporte mais praticado no Brasil e que nos anos 80 era marginalizado, além de ser referência para essa nova geração de skatistas. Achava que chegaria tão longe com o skate?

Nunca planejei chegar tão longe com o skate, andava para me divertir, não pensei em ser profissional. Teve uma época que eu parei, aí voltei andar de skate de novo, fiz faculdade, me formei, trabalhei por oito anos. Quando me formei já era profissional no skate e voltei a praticar nas pistas.

Quem eram seus ídolos?

Hosoi e Steve Caballero.

Como foi dar os depoimentos e reviver uma parte considerável de sua história? Algum fato curioso?

Teve vários fatos curiosos. Quem assistir ao filme verá. Acho que quem viveu aquela época que o filme mostra vai se divertir muito. Tem hora que eu falava durante as filmagens e chegava a me emocionar. A minha vida como skatista foi muito legal desde o começo não tem nada do que reclamar. Foram 98%, 99% de alegria. Esse 1% são coisas que todo emprego, todo profissional sofre.

Foi muito emocionante, reviver, lembrar.

Como está a sua carreira atualmente? E os planos para o futuro?

Sempre tentando evoluir a cada dia e continuar sendo o que eu sou sempre, trabalhador e fazer as coisas acontecerem. Elas não caem do céu (risos). Este ano quero me divertir e andar muito de skate. Estou animado também com a evolução e o crescimento do dia D e do Campeonato Sandro Dias de Skate Vertical Amador. Vou concentrar forças para que a molecada tenha mais espaço no Brasil.

Curtiu galera? Até a próxima!

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